Às duas horas do dia 8 de dezembro – no dia do seu aniversário Florbela D’Alma da Conceição Espanca suicida-se em Matosinhos, ingerindo dois frascos de Veronal.
"Quem me dera encontrar o verso puro, O verso altivo e forte, estranho e duro, Que dissesse a chorar isto que sinto!"
Quando Ismália enlouqueceu, Pôs-se na torre a sonhar... Viu uma lua no céu, Viu outra lua no mar. No sonho em que se perdeu, Banhou-se toda em luar... Queria subir ao céu, Queria descer ao mar... E, no desvario seu, Na torre pôs-se a cantar... Estava perto do céu, Estava longe do mar... E como um anjo pendeu As asas para voar... Queria a lua do céu, Queria a lua do mar... As asas que Deus lhe deu Ruflaram de par em par... Sua alma subiu ao céu, Seu corpo desceu ao mar...
Mergulhei numa viajem sem volta Com espectros em minha escolta Descendo vagarosos o túnel profundo Vejo algo no fim do abismo imundo Espíritos de mágoas esplendorosas Irradiando amarguras escabrosas Flores sombrias que nascem da lama Que crescem Como fungos Inflama minha alma Que rasteja agonizando Na travessia das sombras chorando Por entre o lado do pântano sombrio Cheguei no escuro vale dos suicidas Ouvindo o gemido das almas esquecidas..
Tenho medo desse meu vazio que nada preenche; Tenho medo dessas feridas que nunca saram; Tenho medo dessa dor que nada acalenta; Tenho medo de não estar morta!
Tempos de guerra sempre existiram. Assim é a natureza humana, sempre teve as guerras em seu coração e tudo isso graças aos deuses da descordia. Dizem que os deuses pagãos são na verdade os anjos de Lúcifer que foram jogados aqui apos a traição. Lendas e misterios cercam essas histórias, mais existe uma que me interessei em particular. No incio do continente Europeu um grupo de musicos se viu cercado em uma guerra que niguem sabia ao certo suas causas. Naquele tempo os deuses mostravam sua face perante uma guerra. Os músicos foram considerados traidores e condenados a morte apenas por ter visto guerra, não era permitido esta la sem ter uma causa e um motivo. Mais um dos músicos era descendente de Gaia a deusa da terra, um espirito bom, a alma do planeta. Eis que esse foi o motivo de um confronto entre deuses pagãos e Gaia. Gaia pois os músicos em segurança e deu incio a uma batalha entre deuses. Aqueles que podiam ver a batalha jamais poderiam se esquecer do que viram. Os deuses pagãos foram derrotados, estavam cegos pelo poder, corrompidos pelo ódio e não teria como ganha de alguem que usa sua força para proteger os outros. Essa é só mais uma lenda do obscuro!!!
Estou de frente com um espelho e nele vejo a imagem de uma menina perdida. No espelho a vejo feliz, mais sinto que ela está triste. Ela deseja se desprender dessa vida... Nada apagará uma mágoa que surgiu de repente, nem eu consciente consigo explicar qual é o problema; Mesmo a vendo sorrir ainda sinto que ela está triste e mesmo fazendo os outros sorrirem, ela se entristece. Sinto vontade de morrer e de mata-la mais ao mesmo tempo quero mantê-la viva e assim descobrir até onde vai a minha força.
- A vida nos prega várias peças e nos confunde. Ela deveria nos dar a morte, mas ela mesma nos mata!
Tenho sede de abraços calados... reprimidos... Sentidos aguçados... Transformo amor em pecado. Mas não faço nada fingindo!
Beija-flores, de flor em flor... Sou todas elas!... Sou toda deles! Sou bebida infernal Na taça dos deuses...
Sou animal indomável, criatura marrenta... A que está no Calvário, Por ser abominável, Lasciva e obscena...
Vivo o momento e o agora É assim que se vive! Não nasci para gaiolas... Sou um pássaro livre
Posso ser santa, ser vulgar... A que mereces ao teu lado! Pra dominar... pro que quiser: Amor; Prazer; Pecado... Mensageira do Diabo: Eu me chamo Mulher!
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autoria: Lady643
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A mulher é a madeira que alimenta as chamas do inferno. (Maomé citado por Emil Ludwig)
Onde o diabo não pode ir, manda uma mulher como mensageira. (Provérbio Russo)
Anjo cintilante, eu acreditei Que você era meu salvador quando eu mais precisava Cegada pela fé, eu não pude ouvir Todos os sussurros, os avisos tão claros
Eu vejo os anjos Eu os conduzirei até sua porta Agora não há como fugir Piedade nunca mais Sem remorso porque eu ainda me lembro Do sorriso quando você me rasgou em pedaços
Você levou meu coração Me enganou desde o começo Você me mostrou os sonhos E eu desejei que eles se tornassem realidade Você quebrou a promessa e me fez perceber Que tudo não passava de mentira
Anjo cintilante, eu não pude ver Suas intenções sombrias, seus sentimentos por mim Anjo caído, me conte o porque? Qual a razão da aflição em seus olhos?
Eu vejo os anjos Eu os conduzirei até sua porta Agora não há como fugir Piedade nunca mais Sem remorso porque eu ainda me lembro Do sorriso quando você me rasgou em pedaços
Você levou meu coração Me enganou desde o começo Você me mostrou os sonhos E eu desejei que eles se tornassem realidade Você quebrou a promessa e me fez perceber Que tudo não passava de mentira
Poderia ter sido para sempre Agora nós chegamos ao fim
Esse mundo pode ter abandonado você Isso não justifica o porque Você poderia ter escolhido um outro caminho em sua vida O sorriso quando você me rasgou em pedaços
Você levou meu coração Me enganou desde o começo Você me mostrou os sonhos E eu desejei que eles se tornassem realidade Você quebrou a promessa e me fez perceber Que tudo não passava de mentira
Poderia ter sido para sempre Agora nós chegamos ao fim.
*P.S.: Para ver o vídeo, pause o player da musica do blog. ;)
De repente o céu escureceu Havia muitas chamas ao longe. Senti muito frio a princípio... E tudo tornou-se treva!
Olhei mais adiante e nada vi Somente ouvia gritos a ecoar; Gritos atormentados... Lamentos! Foi então que descobri que somos imortais...
Nunca havia sentido a solidão Por completo até então. Medo... sim, tive medo! Chorei... mas era tarde!
E de novo o som do eco Ouvi meu nome em gritos por toda parte Naquele mundo desconhecido Eu ja era esperada... Todos me conheciam!
Tinha muito fogo a minha volta Um calor sobrenatural Que não me consumia, nem me destruia Apenas proporcionava uma dor descomunal.
Não conseguia me mover Sentia um peso inexplicável sobre mim Não resisti... cai ao chão! Era insuportável! Desejei minha destruição.
Chorei... e agora a sede era tamanha No calor intenso daquelas chamas Queria água p'ra matar minha sede - que agonia! - Em meio aquele fogo que não me consumia
Gritos de dor! Gritos de horror!... Eu também gritava... Caminhando sobre infinitas brasas Sentindo os meus pecados!
Cada minuto foram como mil anos Queimando... queimando... Eu vi a morte: Ela é eterna! como estas chamas que também te esperam.