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Meu Vinho Humano



Meu Vinho Humano


Quero tecer o pavor na minha teia
Ao prender, indefesa, a sua alma
Um prisioneiro na minha cadeia
E eu sou a platéia que aplaude...

Degustando o sabor da tua veia
Sufocando-o num canto escondido
Desesperado tu gritas, esperneia...
E eu transformando-o no meu absinto...

Meu vinho humano, meu vício!
Um capricho ao meu critério
Depois de morto (oh que disperdício!)
Serás mais um no meu cemitério...


autoria: lady Morphyna

A Sombra da Maldade







As vozes estão a ecoar por todos os lugares...
Dentro de mim sentimentos dipersos
Inspiro o ar gélido da saudade
Um grande vazio responde
Apagaram-se as luzes do meu horizonte
Cobriu-se de sombras a minha realidade...



_________

Lady Morphyna

Sem Máscaras





Entre os anjos caídos, eu fui a que se jogou
Sou a que sente mais, de tudo! De dor...
Tudo dói mil vezes mais em mim.


Vejo a tristeza em tudo que olho.
De sorrisos "felizes" eu tenho pavor
Pois sei que no fundo não os vejo sorrir...


À todos os elogios fúteis eu ignoro;
Nunca serei digna de esplendor.
Eu não uso máscaras e me aceito assim.


Sou a que anda no sentido contrário
Num longo caminho escuro e solitário
Rumo ao destino que escolhi pra mim.




autoria: lady Morphyna





.

Metástase (UTI)






Sinto as chagas do sofrimento proliferar dentro do meu peito
A febre do desalento entorpecendo meu corpo e a saudade correndo pelas minhas veias...
Pura nostalgia de viver!
A tristeza em minhas células virou metástase.
Pedaços inevitáveis de mim...
Minh'alma está na UTI... \=



- lady Morphyna




Copyright © by lady Morphyna
©Todos Os Direitos Reservados




Fundo de Poço








Não consigo mais ver o mundo lá fora
Estou totalmente presa dentro de mim
So vejo paredes em minha volta
Preciso dar um jeito em sair daqui...


Minh'alma grita implorando socorro
Mas ninguém ouve som na minha voz
Enclausurada em meu fundo de poço
O tormento cada vez mais feroz!


Na escuridão de um lugar sombrio
Habito nesta minha nova casa
Sinto sede, fome e tremo de frio
O tempo aqui dentro não passa...


Caída nesse longo túnel vertical
Sozinha e perdida, isolada do mundo
Tentando sair desse lugar infernal
Quanto mais eu tento, mais afundo...





- autoria: lady Morphyna











.

Exorcismo do "Mal de Amor"






Arreda-te daqui!... Oh, mal de amor!...
Pintura do tormento...
Essência do sofrimento...
Arreda-te!... Eu não te quero... Sái!


Desenterre-se para bem longe!
Afunda-te no profundo oceano!
Conjuro-te, em nome dos santos:
O meu corpo não te pertence mais!


Evoco aos principados e potestades
Para no abismo arremeçar-te!
Oh mal de amor, tu me paga!


Que nas Trevas então desfaleças!
Segura na mão do Diabo e desça!
Que assim seja e assim se faça!





- autoria: lady Morphyna












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Meu Anjo desistiu de mim...





Ele desistiu de tudo!
Ele desistiu de mim....
Está em busca de uma fulga
Meu Anjo agora quer cair
No abismo mais profundo...
Ele não admite ver o meu fim.
Sabe que eu nunca mudo...
Ele desistiu de mim!...


Meu Anjo cansou de lutar
Cansou de lutar contra mim.
Quantas vezes eu quiz pular
Agora é Ele quem quer ir...
Mil vezes o vi me salvar
Agora Ele se livra de mim
Meu Anjo não quer mais me guardar
Ele desistiu de mim!...


O Anjo que preservou minha vida
A vida que eu não quiz pra mim
Por eu ser tão depressiva
Ele também ficou assim...
Meu Anjo agora é suicida
  Não posso salvá-lo, porém decidir:
Pularei com Ele daqui de cima!
"Meu Anjo! Eu não desisto de ti!
"



=/



- autoria: lady Morphyna

Antes da data marcada...




Hoje eu tive um estranho sonho
Ou talvez tenha sido um pesadelo
Um sonho um tanto obscuro
Porém parecia muito verdadeiro:


Sonhei que uma amiga me visitava
Muito feliz, um convite ela me fazia
Para uma festa na sua casa
"Festejar um ritual de Bruxaria"


Desapontada eu lhe avisava
Que eu não poderia participar
Pois dias antes da data marcada
Eu pretendia me suicidar.


Numa voz calma ela foi me dizendo
Que, no fundo, essa idéia ela apoiaria
Pois para findar o meu sofrimento
So mesmo eu acabando com a minha vida.


Disse ainda que não existia o errado nem o certo,
Que eu não teria nada a temer,
Pois o perdão chegaria ao longo dos séculos
E sem medo, então, eu resolvia morrer.



autoria lady Morphyna







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Nas últimas vezes...



Nas últimas vezes que sorrir
Foram risos cheio de dor;
Dor oculta a me consumir...


Nas últimas vezes que chorei
Foram lágrimas de verdade
Cada gota que derramei.


Nas últimas vezes que amei
Foram sentimentos íngremes;
Gosto de me sentir livre, eu sei...


Nas últimas vezes que sonhei
Você estava tão junto a mim
E eu acreditei, depois acordei...


Nas últimas vezes que eu caí
Em quase todas elas, me levantei.
Na última, porém no abismo eu me joguei.



autoria: lady Morphyna



BeijoS NegroS^^


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Poesia: Perdida




Não sei onde fiquei
Em que lugar me perdi
Ou quem me roubou de mim...


Não consigo me encontrar,
Nem aonde procurar...
Em que abismo eu caí? ...


De repente não sou mais eu...
Boa parte em mim morreu
E não sei o que ainda sobra...


Alguém, por favor, me socorra!
Peço ao menos pra quem me encontar:
Por favor, me devolva! =/


- autoria: lady Morphyna

Infinito Desconhecido



Quando fico em silêncio, ouço as vozes do meu tormento
A clamar o pouco tempo que me resta,
Rumo ao infinito desconhecido...
Fecho os meus olhos e materializo a escuridão que há dentro de mim.
Vozes em tormento, no escuro infinito:
O mundo desconhecido a qual eu pertenço.
Já é noite lá fora e hoje não tem luar.
Sinto a leve brisa tocar o meu rosto.
Em passos lentos, na escuridão, sem destino algum.
A vozes sinistras a me guiar e eu as compreendo...
Sei exatamente aonde querem me levar.
Vou seguindo em silêncio.
Tenho a eternidade em minhas mãos.
Adentrando vou ao desconhecido infinito...


- lady Morphyna




Meu Infinito Interno



Não tenho medo da escuridão, a mesma escuridão que esteve presente em meus pesadelos em algum lugar do meu passado...
O vazio ecoa dentro do meu corpo desalmado... A casa está desabitada.

Escrever palavras funestas faz-me sentir ainda viva... No cárcere. É quando ouço o que minh'alma quer dizer. (lamentos)
Um grito ecoa em meu infinito interno: uma lágrima no meu olhar...
Um desassossego desenfreado; Uma inquietude irremediável...
(respiro&inspiro)
Ainda sinto o vazio...
A escuridão não me assusta mais.


- lady Morphyna

Recriando meu passado...





Aqui estou a sós comigo mesma
Concentrada n'um mundo onde
Só posso visitar em sonhos



Nele habita um ser... um Anjo [?]
Talvez a resposta para todas
As minhas perguntas.



Expresso nas minhas lágrimas
Uma estranha melancolia;
Obsessões paranóicas?



Talvez... Não há mais
Certezas em mim.



Não sei se vivo
Ou se deixei de existir...



QUEM SOU EU?



Ah, quem me dera saber!
Busco em mim um mundo
Que perdi, na verdade nem sei se existiu.



Sonho ou realidade [?]
Vou recriando meu passado;
Nele está meu mundo...
Um Sonho...
Um Anjo...



- by lady Morphyna -

Estranha União



Estranha União



Tenho cá em minhas lembranças
Um luar preenchendo todo o céu
O pranto em minha face, como véu,
E as estrelas abençoando alianças...



Não sei se por destino ou vingança
A tristeza me tem sido um troféu
O sabor da perda amargando como fel
E desde então vi morrer toda esperança.



Desposada pelo infortúnio, registrando em papel,
Onde escrevo minha ‘lua-de-mel’
Vivendo essa lúgubre união em martírio.



E nas altas madrugadas rotineiras
Entre cigarros e altas bebedeiras
Nascem poemas como se me fossem filhos.



- by lady Morphyna -




Evocando a Morte



Evocando a Morte



No frio da madrugada as horas se eternizam
Sinto em minh'alma, de forma intensa,
Um vazio; Uma Dor que martiriza
Nas sombras que aos seus filhos escravizam
E que em teus braços frios acalentam...



Princípio sem fim de todo tormento
Sinto em meu peito um enorme vazio
Não sinto meu sangue nas veias correndo
Cortei-me p'ra ver meu sangue escorrendo
Sangram mais as palavras que não digo...



Na calada madrugada, as horas não passam
E como refúgio eu me ponho a escrever
Palavras de Dor, tristeza e desgraça
Evocando a Morte nas minhas palavras
Rimando meus versos: Morrer!... Morrer!...



- by lady Morphyna -



Coração Prisioneiro



Coração Prisioneiro


Quão frio é meu adormecido coração.
Já não o sinto pulsar há tempos
Guardei-o esquecido no meu peito
Meu Solitário e negro coração.


Cheio de dor, amargura e tristeza
Pobre coração dilacerado
Já quase morto, coitado!
Submerso numa intensa frieza...


Não tentes fugir, coração prisioneiro!
Ou te arranco aqui do meu peito
E te arremeço p'ra bem longe!...


É melhor você aí trancado
Em meu peito devidamente guardado
Sem saber até quando? Até onde?...



- by lady Morphyna -





Ilusões



Hoje só quero ilusões
Brindarei a mentira
Calarei a verdade

Fugirei de mim...
Irei até o infinito
Vou buscar o impossível
O improvável
O errado
O indeciso
O pecado...
Hoje eu quero ao menos sonhar contigo...



- lady Morphyna -







Um Negro Anjo do bem...



O anjo tornou a pousar
Já não podia seguir...
As vezes se deixa cair
Depois torna a levantar

Um anjo 'ainda' alado
Que também se apavora
Grita, lamenta, chora...
Um anjo atormentado.

Um anjo meio refém...
Não sabe se defender,
Mas vive a te proteger
Um negro anjo do bem...

Triste, ferido, cansado...
Este Anjo errante!
Mesmo estando distante,
Nunca sai do seu lado.



autoria: *lady Morphyna





*NOTA: meu blog PENUMBRA PARTICULAR de cara nova, dêem uma espiadinha na minha penumbra ;)
Conheçam também ANGELS OF NIGHT - blog que participo com muito carinho - visite! Agradeço.



BeijoS NegroS^^
by lady Morphyna

Minh'alma sangrando...




Minh'alma sangrando




Há um aperto aqui dentro do peito...
Uma ânsia desesperada de despejo!
Despejo de sentimentos...
Despejo de desejos...
Quebrei o reflexo do meu espelho
Minh'alma ferida está...
Rasguei as palavras que não escrevo.
Estou fitando a lua, a dançar...
Lágrimas sobre o meu seio.
Meu reflexo deixei no espelho:
Minh'alma ferida a sangrar...
Esse aperto aqui dentro do peito,
Cheio de sentimento e desejo,
É minh'alma sangrando a chamar-te!


- Lady Morphyna




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